“As chuvas ácidas corroem dia-a-dia aquela estátua de bronze que mesmo assim permanece no mesmo local, quieta. Como se ela tivesse vida para sair debaixo daquele nevoeiro, eu penso em chamar ela para se retirar de lá. Ou talvez ao menos colocar um guarda-chuva sobre a pobre estátua e deixar que seus braços, rosto, memória e glória, coração, permaneçam ali conservados. Mas a chuva continua a cair e a enxurrada aumenta, é perigoso demais tentar aproximar-se. Chuva, chuva, chuva. Que egoísmo meu deixar ela se denegrir.”

Kalil F.

Posted on Friday 10th February 2012 with 26 notes
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