Filhos da puta!

Anjos bons descem, anjos caídos sobem, todos para dentro de mim

O paraíso celeste, o inferno e o purgatório concentrado aqui

Os gritos que alcançavam o céu são calados e julgados

Pela voz que silencia a palavra dos desesperados.

Sucumbo ao mordaz destino que sou fadado a ter

Ser, estar, viver, perecer e, por fim, morrer

Se todos os caminhos, inevitavelmente, levam à morte

A ironia da vida está em acreditarmos na sorte

No final, os vermes, esses sim poderosos, irão corroer

A vida, a alma, a carne e o poder

A memória, o registro e o passado.

A vida irá se renovar, ingredientes re-aproveitados

Um eterno ciclo de reciclagem sombrio e já desgastado

Kalil F.

Posted on Friday 17th February 2012 with 42 notes
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